Sou liberal, económica e socialmente falando, e agnóstico. Creio na superioridade dos mercados para a eficiente alocação de recursos e creio na Democracia (menos do que nos mercados, confesso, talvez seja mais certo dizer que descreio no nepotismo, no despotismo, no niilismo, etc).
Compreendo bem e partilho as preocupações com que muitos nos têm inundado ultimamente.
Penso que tradicionalmente o Estado em Portugal tem a "pata" demasiado grande e pesada. Tende a ser paternalista e existencialista. Não gosto! Preferia/prefiro um Estado mais leve, menos intrometido na vida económica e mais responsável. Um Estado regulador e pessoa de bem. Sei que desses há poucos, se algum houver, por esse mundo fora.
Sei também que a inercia institucional e a natureza dos burocratas não se coadunam com a autonomia e responsabilização (falar de autonomia e responsabilização é redundante, uma não existe sem a outra). Qual não é o burocrata detentor de cargo politico que não gosta das chamadas ideias monetaristas de índole Keynesianas? Especialmente do seu corolário mais comum: gasta o que te apetecer, justificado pela teses macro económicas monetaristas.
O Estado social que nos prometeram é impossível, lamento mas reconheço-o. Ilusoriamente os "descontos" para a segurança social não passam de meros impostos. As gerações futuras foram hipotecadas em prol do favorecimento de grupos de interesses actuais.
Enfim, as coisas estão muito desequilibradas, e como sabemos não há desiquilibros (nem os positivos nem os negativos) que possam durar para sempre. Um dia acabam. Quanto maior o desequilíbrio mais violento o ajuste tende a ser (tal como as tempestades). Continua a temer que Portugal seja um projecto inviável. Mas hoje senti-me inspirado pelas declarações do líder do PSD, com quem pareço partilhas os ideais liberais, senti mesmo. Eu, que não tenho nenhum outro interesse politico que não a boa governação e a sustentabilidade gostava muito que Portugal abraçasse um projecto de cariz liberal e que o Estado exerce-se as suas funções de soberania e deixasse as restantes actividade de criação de riqueza para os privados. Exercesse justiça, oferecesse segurança e garantisse a igualdade; de preferência bem e barato. Quando ouço algum grupo de interesses demandar descriminação positiva para si, sei que esta será paga pelo erário público. Precisamos dum projecto novo de depressa! Enfim.
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